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[SEBO] Livro: Coleção - Trópico & - Conferências - 1974-1979

Título: Trópico
Tipo: Coleção de Livros
Gênero: Seminários e Conferências
Lançamento: 1974-2000
Local: Recife
Direção: Fundarpe / Fundaj
Autores: Gilberto Freyre, Nelson Saldanha, Edson Nery da Fonseca, Bezerra Coutinho, Vamireh Chacon, intelligentsia recifense em geral.

COLEÇÃO - 04 VOLUMES













INFO:
Total de 04 (quatro) volumes em estado de conservação variado.


SUMÁRIO

Prefácio: Gilberto Freyre

Reunião Preparatória
Membros Efetivos do Seminário de Tropicologia durante o ano de 1968
Participantes extraordinários durante o ano de 1968
Membros Efetivos do Seminário de Tropicologia durante o ano de 1968 — Informes Biográficos

I Reunião: LÍNGUA, LITERATURA E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Escritor Osmar Muniz Pimentel
Comentários: Escritor Virginius da Gama e Melo, Crítico Leônidas Câmara
Debates

II Reunião: INSTITUIÇÃO MILITAR E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Historiador Social Aurélio de Lyra Tavares
Comentários: General Antônio Carlos Muricy, Historiador Social Jordão Emerenciano
Debates

III Reunião: ENERGIA SOLAR E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Fisico-Matemático Cario Borghi
Comentários: Jurista-Sociólogo Nelson Saldanha, Engenheiro Jônio Lemos
Debates

IV Reunião: DESPORTO E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Sociólogo João Lyra Filho261
Comentários: Médico Gilberto de Macedo, Educador Manoel Costa Cavalcanti
Debates


Publicando o terceiro volume dos Anais do seu Seminário de Tropicologia, a Universidade Federal de Pernambuco tem o orgulho de fazer conhecer o registro das experiências, conhecimentos, sensibilidades e opiniões dos mestres — técnicos, humanistas, artistas, cientistas, homens públicos — que, em 1968, se reuniram nesse Seminário inspirado, criado e coordenado por Gilberto Freyre, para, sem sisudez desnecessária e em espírito da mais elegante e cordial colaboração acadêmica, debaterem problemas e indagações do homem dos Trópicos. Questões que vão da estética à saúde; da física nuclear ao lazer. Problemas práticos da mais imediata urgência para a região; inquietações do espírito da mais alta significação especulativa. Conferências, debates, sugestões que, não fosse o registro em livro, se perderiam no passageiro dos encontros, ou, quando muito, restariam depositadas só na memória de uns poucos. Porque, como é sabido, é de se imaginar a existência, por assim dizer, de duas ciências. Uma, estática: a ciência cristalizada nos tratados, nos manuais, ciência já do passado no momento mesmo em que estabelecida nos compêndios. A outra, dinâmica: a ciência doa laboratórios, da pesquisa constante, dos debates, das conversas, das opiniões muitas vezes ou quase sempre heterodoxas, heréticas mesmo, em relação à ciência estabelecida. Sa tal distinção fosse legítima, essas duas supostas ciências seriam, é claro, interdependentes. Mas, a rigor, só existe mesmo uma ciência: a que avança, a que se faz dia a dia. É o que se tem feito nesse Seminário, no qual, em completa harmonia com o ideal do seu modelo — o Tannembaum modificado em pontos essenciais no Recife, — são apresentadas e discutidas idéias as mais fecundas e pertinentes para a ciência do homem destas regiões, que, não fosse a oportunidade desses encontros, permaneceriam talvez entesouradas no universo puramente subjetivo das mais íntimas perquirições das inteligências que animaram esses colóquios, concorrendo para a sistematização em nova ciência, de que o Brasil é hoje líder, de estudos despersos. E é assim que não se compraz com as esquematizações, simplificações e ortodoxias confortáveis da ciência estabelecida, mas, com orgulhosa e oportuna ousadia, avança para além delas todas, na paciente construção de uma ciência, de um conhecimento rigorosamente vasto e profundo do homem dos Trópicos, seus problemas, suas peculiaridades, idiossincrasia», não apenas nos modos de convivência, mas, também, nos seus aspectos naturais. Sem dúvida, o registro das reuniões desse Seminário é o registro de uma ciência — ciência que está tendo no Brasil o seu principal foco de elaboração — a Tropicologia — aqui tomada sem estreitezas positivistas, sem supostas oposições ao humanismo, à sensibilidade e mesmo ao artístico. Nova síntese de saberes que caminha por fora e para além de conhecimentos “prontos”, de noções acondicionadas e esterilizadas em fórmulas de “ciência” estática. SEBASTIÃO VILA NOVA (Sociólogo do IJNPS, Professor de Sociologia da UNICAPE)


SUMÁRIO

Prefácio: Economista Clóvis de Vasconcelos Cavalcanti

Membros Efetivos e Participantes Extraordinários do Seminário de Tropicologia durante o ano 1970
Membros Efetivos do Seminário de Tropicologia du¬rante o ano de 1970 — Informes Biográficos
Participantes Extraordinários do Seminário de Tropi¬cologia durante o ano de 1970 - Informes Biográficos

Reunião Preparatória
Apresentação
Conferência: Magnífico Reitor da Universidade Fede¬ral Rural de Pernambuco Agrônomo Adierson Azevedo. Homenageado Ministro José Américo de Almeida

I Reunião: CIÊNCIA POLÍTICA E PAÍSES TROPICAIS
Apresentação
Conferência: Intemacionalista, Jurista e Parlamentar Afonso Arinos de Melo Franco
Comentários: Intemacionalista e Militar Clóvis Wanderley, Geógrafo Gilberto Osório de Andrade
Debates

II Reunião: LIVRO ESCOLAR E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Sociólogo Roberto Mota
Comentários: Magnífico Reitor da Universidade Católica de Pernam¬buco, Educador Potiguar Figueirêdo Matos, Educadora Graziela Peregrino
Debates

III Reunião: EDUCAÇAO MÉDIA E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Educadora Maria Antonia Mac Dowell
Comentários: Líder Religioso e Educador Pe. Luiz Gonzaga de Brito, Educador Carlos Maciel
Debates

IV Reunião: OLHOS E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Oftalmologista Sylvio Paes Barreto
Comentários: Pintor Arraldo Baldine
Debates



Ninguém mais do que o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre — que, diga-se de passagem, se considera principalmente escritor — tem estudado o homem brasileiro. Não somente o do Nordeste, mas o dos vários Brasis, em geral, e mais do que isso, o do Trópico ou o dos Trópicos.

Seu Casa Grande & Senzala, traduzido em diversas línguas e hoje livro universalmente reconhecido como indispensável ao estudo da sociologia e da antropologia, foi o primeiro passo com que iniciou estes seus estudos, seqüenciado por Nordeste, Sobrados e Mocambos e demais obras que vem publicando, quer explorando novos temas, quer complementando ou mesmo ampliando assuntos que foram enfocados de raspão na sua obra mestra cujo tema-base é a formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. Qualquer que seja o assunto ligado ao brasileiro do Norte-Nordeste Gilberto Freyre já estudou, já enfocou, já dissecou à luz da antropologia.

Homem de intensa atividade intelectual, Gilberto Freyre nunca foi de parar. Livros novos, conferências no país e no estrangeiro, artigos, ensaios publicados nas mais categorizadas revistas do mundo inteiro, são produtos de seu espírito jovem e sempre atualizado em relação do homem de hoje e de amanhã, conforme seu Além do Apenas Moderno, com suas sugestões em torno de possíveis futuros do homem, em geral, e do homem brasileiro, em particular. .Livro que tem a mesma força de Casa Grande & Senzala.

Depois de Casa Grande & Senzala bem que Gilberto Freyre poderia cruzar os braços e permanecer no pedestal da glória. Mas, este não é seu feitio. Gilberto Freyre lê e escreve diariamente. Prêmios nacionais e estrangeiros, honrarias, consagrações, convites para exercer funções ministeriais ou para ocupar cátedra nas mais tradicionais universidades dos quatro cantos do mundo não conseguiram modificar sua simplicidade, o calor humano que irradia, seu sorriso franco de cabeça inclinada, seu olhar ausente como de sonhador, sua palavra amiga de encorajamento aos jovens que o procuram

Eleito deputado federal pelos estudantes pernambucanos nunca foi um ausente, nunca usou seu mandato como um emprego, como uma sinecura. Defendeu, com todas as forças, os interesses e as aspirações de Pernambuco e do Nordeste. Sua atuação na Câmara Federal culminou com a apresentação do projeto que justificou e criou o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais que sempre teve como objetivo o estudo dos problemas sociais relacionados direta e indiretamente com a melhoria das condiçõés de vida do trabalhador brasileiro, inclusive do pequeno lavrador das regiões agrárias do Norte-Nordeste, sua área de ação Instituto que continua sendo, durante toda a sua vida; a menina de seus olhos.

Na sua paixão pelos estudos do homem situado nos trópicos, do homem brasileiro, do homem do Norte-Nordeste em particular, mas não exclusivamente, não parou com a criação do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais. Gilberto Freyre não é somente um estudioso apaixonado dos problemas desse homem e desse Norte-Nordeste; ele é, antes de tudo, um filho da região que é o tema de alguns dos seus estudos de sua sociologia, aliás tão ecumênica ao mesmo tempo que tão ecológica. Daí sua adoração pelas mangueiras, pelos jambeiros, pelas pitangueiras e por outras frutas tropicais existentes no seu pomar de Apipucos, no Recife. Daí gostar, como ninguém, de um bolo Souza Leão, de um doce baba-de-moça, de uma buchada com um cálice da-que-matou-o-guarda, de um refresco de mangaba, de uma pamonha de milho e de um pé-de-moleque nos tempos de São João, de deliciar-se — colhida na hora e ainda com o orvalho da madrugada — com as gostosas mangas rosas pernambucanas que transformaram multo engenheiro da Great Western em meninos glutões.

Quando menos se esperava, Gilberto Freyre apareceu com outra idéia. Agora não era somente o homem da região Norte-Nordeste, ou dos Brasis, e da Ibéria, o objetivo de seus estudos. Agora era o habitat, o clima, a flora, o meio de transporte do homem situado no Trópico: a Tropicologia, que a Sorbonne consagrou oficialmente como “uma das suas grandes contribuições para o Universo das Ciências do Homem". Reuniu e continua reunindo, todos os meses, os mais exponenciais nomes da cultura brasileira e por vezes estrangeira para, nas sessões do Seminário de Tropicologia, da Universidade Federal de Pernambuco, debater os mais importantes problemas do homem situado no Trópico.

Aqui estão os trabalhos apresentados e os debates travados no decorrer do ano de 1970, no Seminário de Tropicolooia da Universidade Federal de Pernambuco sób a orientação de Gilberto Freyre. Os assuntos são os mais sugestivos que se possam imaginar: Ciências Pnlíticas e Países Tropicais, Livro Escolar e Trópico, Educação Média e TrÓDico. Olhos e Trópico, Cidade e Trópico, Fruticultura e Trópico, Comunicação e Trópico, Marinha e Trópico. Os conferencistas não necessitam de apresentação: Afonso Arinos de Melo Franco, Manuel Diégues Júnior, Sílvio Paes Barreto, Maria Antônia Mac Dowell, Roberto Mota, Miguel Vita, Manuel Caetano de Andrade e Jordão Emerenciano. E os debatedores? Nem é preciso falar neles, de tão brilhantes que são. MÁRIO SOUTO MAIOR


SUMÁRIO

Prefácio: Roberto Motta
Membros Efetivos no Ano de 1972
Participantes Extraordinários no Ano de 1972

Reunião Preparatória
Apresentação
Conferência (Da Sociologia à Tropicologia): Escritor Luiz Delgado

I Reunião: SANEAMENTO E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Engenheiro Sebastião Barreto Campello
Comentários: Engenheiro Antônio Figueiredo, Médico-Tropicalista Ruy João Marques
Debates

II Reunião: SOLOS E TRÓPICO
Apresentação 93
Conferência: Agrônomo Eudes Souza Leão Pinto
Comentários: Engenheiro Ângelo José Costa, Economista Cláudio França
Debates

III Reunião: VIA FÉRREA E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Engenheiro Emerson Jabotá
Comentários: Engenheiro Luiz Collier, Etnógrafo Mário Souto Maior
Debates

IV Reunião: OS ESTUDOS DE PÓS-GRADUAÇAO NO BRASIL E OS ASSUNTOS TROPICAIS

Apresentação
Conferência: Economista Dorival Teixeira Vieira
Comentários: Ecóloga Leda Labanca, Escritor Virginius da Gama e Melo,
Debates

V Reunião: ILUMINAÇÃO E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Engenheiro Antônio Ferreira de Bragança Filho
Comentários: Engenheiro Neuzildo Seabra, Engenheiro Enandro Menezes
Debates

VI Reunião: FAVELA E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Sociólogo José Arthur Rio
Comentário: Advogado João Domingos Pessoa Guerra, Debates

VII Reunião: A ANTROPOLOGIA DA COMUNICAÇÃO E A CULTURA EUROTROPICAL DO BRASIL
Apresentação
Conferência: Antropólogo Egon Schaden
Comentários: Antropólogo René Ribeiro, Sociólogo-Comunicólogo Roberto Martins
Debates

III Reunião: MÓVEL E TRÓPICO
Apresentação
Conferência: Colecionador Benício Dias
Comentário: Jornalista José de Souza Alencar
Debates

Deve-se a sugestões, estímulos e à orientação geral de Gilberto Freyre — da qual sempre fez parte a importância atribuída ao homem ecologicamente situado, ao homem tropical — a criação do Seminário de Tropicologia em 1966, no âmbito da Universidade Federal de Pernambuco. Realizam-se mensalmente as sessões, durante o ano letivo. Discutem-se não só as questões aparentemente mais atuais, como todos os problemas de alguma maneira ligadas à compreensão do binômio homem-trópico ou talvez melhor do trinômio homem—trópico—história. Adota-se perspectiva à primeira vista eclética na seleção de temas e nos convites a conferencista e debatedo-res. Pois a Tropicologia foge a todo essencialismo, repudia o gosto unilateral pelas abstrações. Sua orientação é concreta e existencial. Retoma contacto com a visão dos velhos filósofos franciscanos nominalistas; com o empirismo de descobridores, poetas, historiadores, cientistas, luso-tropicais ou hispano-tropicais. A seu modo, descende de Camões e do seu «saber de experiência feito».

Prende-se ainda ao melhor que existe no hoje em dia quase banido relativismo cultural da antropologia cultural e social anglo-americana (à qual não faltavam — pense-se em Boas — raízes nas melhores tradições de saber germânico). Não deixa de ter pontos de contacto com a abordagem filosófica dos existencialistas. Sem que porém se possa explicar, nem muito menos reduzir, a tais afinidades ou pontos de contacto. Pois a Tropicologia é criação brasileiríssima, como brasileiríssima é a dinâmica do Seminário de Tropicologia, sobre o qual se tem exagerado — e muito — a influência do tipo de «University Seminar» da Universidade de Colum-bia em Nova Iorque, um dos quais, o «Brazilian Seminar», muito tempo dirigido pelo grande conhecedor do Brasil e da obra de Gilberto Freyre que foi o Professor Frank Tannenbaum. E tempo já para que se coloquem os pontos nos ii em matéria em que podem enganar-se os desavisados, sujeitos ao fascínio, às vezes um tanto servil, de nomes de pessoas e instituições estrangeiras, principalmente, hoje em dia, da América anglo-saxô-nia.
A abordagem do Seminário, como se verificará pelo conteúdo destes anais, possui caráter eminentemente interdisciplinar, procurando as mais diversificadas dimensões do homem brasileiro, através de conferências, discussões e debates, nas quais porém nunca se omite a preocupação do homem brasileiro em sua ecologia, em seu habitat tropical.

Tropicologia significa humanismo, humanismo do homem concreto, que é o único homem real. Disso trata, no prefácio a este volume dos anais do Seminário de Tropicologia, o antropólogo Roberto Mota. Sua contribuição, muito lúcida, muito aguda, com certeza marcará época na evolução dos estudos tropicológicos e não poderá, depois de publicada, ser ignorada por quantos de boa fé planejem voltar-se para a disciplina, que já não se pode mais considerar simplesmente «em formação», representada pela Tropicologia. E dele que procede a seguinte citação:

«A Tropicologia implica todo um humanismo. Significa a libertação do homem do confinamento em apenas um dos modos da sua realização no tempo e no espaço. E um humanismo que reencontra o humano no caleidoscópio, no arcoíris da sua diversidade.» FÁTIMA QUINTAS

SUMARIO

Prefácio: Roberto Motta

Membros Efetivos durante o Ano de 1973
Participantes Extraordinários durante o Ano de 1973

I Reunião: DECORAÇÃO E TRÓPICO
Janete Costa (conferencista)

II Reunião: CONDICIONAMENTOS FÍSICOS E TRÓPICO
Carlos Chagas Filho (conferencista); Nelson Chaves e Aluízio Bezerra Coutinho (comentadores)

III Reunião: TECNOLOGIA E TRÓPICO
Arnaldo Barbalho (conferencista); Vamireh Chacon e Paulo Gustavo de Araújo Cunha (comentadores)

IV Reunião: RIOS E TRÓPICO
Rachel Caldas Lins (conferencista); Germano Schnaider e Mário Lacerda (comentadores)

V Reunião: ESCULTURA E TRÓPICO
Marcelo Santos (conferencista); José Luiz Menezes e André Carneiro Leão (comentadores)

VI Reunião: CAMPUS UNIVERSITÁRIO E TRÓPICO
Zildo Sena Caldas (conferencista); Expedito Fonseca e Roberto Motta (comentadores)

VII Reunião: CONSERVAÇÃO DE BIBLIOTECAS E ARQUIVOS E TRÓPICO
Edson Nery da Fonseca (conferencista);- Fernando Pio e Joel Pontes (comentadores)

VIII    Reunião: “PLAYGROUNDS” E TRÓPICO
Carmen Monteiro Freitas (conferencista); Gladstone Vieira Belo e José Luiz Barreira Filho (comentadores) 261

IX    Reunião: GINÁSTICA HIGIÊNICA E TRÓPICO
José Fernando Pontes Soares Filho (conferencista); Hidenburgo Lemos (comentador)
A Universidade Federal de Pernambuco, através de um órgão de pesquisa e debates, de linhas, profundamente inovadoras, que é o Seminário Tannenbaum, adaptado, e enriquecido mesmo, pela experiência de Gilberto Freyre à nossa realidade, vem há anos, realizando um trabalho científico pioneiro, possivelmente, no mundo inteiro, que é o estudo sistemático do trópico nas suas correlações com o universo cultural. Já existe toda uma extraordinária contribuição compendiada na série de anais que vem publicando, pondo, assim, à disposição dos interessados, o resultado dos seus esforços.

Não se pense, porém, que o Seminário seja mais um palco para a retórica universitária ou acadêmica, no que isso tenha de mais detestável no seu dogmatismo ou suficiência. Trata-se de um centro vivo de discussão, marcado pela nobreza do pensamento livre, na sua melhor expressão criadora. E que ali à sua indagação intelectual um profundo senso realístico. Deste modo tem analisado, só para exemplificar, temas como habitação, vestuário, lazer, arquitetura, educação, economia, demografia e inúmeros outros nas suas interrelações desafiantes com o trópico. Acrescente-se a isso a participação no debate de economistas, sociólogos, historiadores, humanistas, físicos, biólogos, educadores, jornalistas e ter-se-á uma idéia das coordenadas e seriedade da discussão. O Seminário de Tropicologia assinala uma das mais altas contribuições de Gilberto Freyre ao estudo da nossa realidade e ao deciframento da aventura humana no espaço tropical.

Uma observação pessimista, entretanto, não pode deixar de ser registrada. Nossos altos escalões administrativos possuem órgãos e asses-sorias culturais. Também, os poderes legislativos se interessam, aparentemente, por essa temática. Jamais se observou, ao que parece, a presença de qualquer assessoria dos mesmos, acompanhando os debates do Seminário. É como se ele e toda a extraordinária gama de suas sugestões inexistissem. O poder, entre nós, nasceu perfeito, como Minerva, da cabeça de Júpiter. Dilapida-se, assim, a riqueza de um esforço sério e impressionante. Possivelmente, se a contribuição do Seminário nos chegasse traduzida de alguma língua imperial, outro seria seu destino e sua glória. Potyguar Mattos

[SEBO] Revista: Edições Cadernos Culturais - 1986

Título: Edições Cadernos Culturais
Tipo: Revista
Lançamento:  1986
Local: Recife
Edição: Jun / Jul / Ago n. 4
Páginas:
Editora: Secretaria do Estado de Educação e Cultura
Autores: Nilo Pereira, Mauro Motta, Waldemar Miranda,  José Rafael de Menezes, Waldemar Lopes, Maria do Carmo Barreto Campello, Ladjane Bandeira, Luzilá Gonçalves, Nelson Saldanha, Olímpio Bonald Neto e outros...

REVISTA - PORTUGUÊS










INFO:
Excelente estado de conservação

Prosa
Nilo Pereira
Edgar Matos
Gilvandro Coelho
Waldemar Miranda
Jarbas Maranhão
Clóvis Melo
José Nivaldo
Manuel Aroucha
Olímpio Bonald Neto
Everaldo Moreira Véras 
Aluízio Furtado de Mendonça
Gilberto Marques
José Rafael de Menezes
Amílcar Dória Matos

Poesia
Waldemar Lopes  
Edmir Domingues  
Nelson Saldanha 
Potiguar Matos 
Dirceu Rabelo 
Ladjane Bandeira
Tereza Tenório
Vital Correia de Araújo 
Lourdes Sarmento 
Luzilá Gonçalves 
Maria do Carmo Barreto Campello 
Paulo Bandeira Cruz 
Iran Gama
William Ferrer Coelho
Anna Maria Feitosa 

Caderno de Reportagem
'Espaço Pasárgada” abre comemorações do Centenário de Manuel Bandeira.
Audálio Alves

Caderno de Apontamentos Diversos
Ordem dos Advogados do Brasil — Secção de Pernambuco (Noticiário)

Caderno Especial
Discurso pronunciado pelo escritor Fernando Araújo na oportunidade da inauguração, no Recife, do Encontro Nacional das Caixas de Assistência de Advogados, na noite de 02 de maio último, no auditório do Hotel Boa Viagem.


[SEBO] Revista: Ensaios - Revista de Cultura - 1970

Título: Ensaios - Revista de Cultura
Tipo: Revista
Lançamento: Julho-Dezembro 1970
Local: Recife
Edição: Volume I, Número 1 Páginas: 123
Editora: Secretaria de Educação e Cultura - Estado de Pernambuco
Autores: Gilberto Freyre, Hermilo Borba Filho, Nelson Saldanha, Leônidas Câmara, e outros...

REVISTA - PORTUGUÊS














INFO:
Excelente estado de conservação com grandes autores como Gilberto Freyre, Nelson Saldanha e Hermilo Borba Filho em textos exclusivos e nunca republicados em outras obras ou compilações.

Sumário:

Yves da Mota Albuquerque - Interpretação do Pensamento de Heráclito
Gilberto Freyre - Em Tôrno de Alguns Contactos Brasileiros com a Europa Germânica no Decorrer do Século XIX
Nelson Saldanha - Velha e Nova Ciência Do Direito
Leônidas Câmara - Isolamento ou Cosmopolitismo?
Hermilo Borba Filho - Um Problema de Cultura Popular
César Leal - Variações Sôbre Um Tema
Costa Pôrto - Nos Primórdios da Colonização
Roberto Câmara Benjamin - Ainda Mcluhan

Colaboram neste número:

  • Yves da Mota Albuquerque, professor titular de História da Filosofia e da Evolução do Pensamento Científico da Universidade Federal de Pernambuco.
  • Gilberto Freyre, sociólogo-antropólogo, doutor honoris causa por numerosas Universidades européias e norte-americanas. Prêmio ASPEN de Humanidades.
  • Nelson Saldanha, professor da Faculdade de Direito e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPe.
  • Leônidas Câmara, professor catedrático de Estética e Teoria da Literatura da Universidade Católica de Pernambuco. Crítico literário.
  • Hermilo Borba Filho, dramaturgo, romancista, professor da Escola de Artes da UFPe.
  • César Leal, poeta e crítico de poesia. Professor de Teoria da Literatura da UFPe. Em 1970 foi-lhe atribuído pela Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, o Grande Prêmio Nacional de Poesia.
  • Costa Pôrto, historiador, jornalista, professor das Universidades Católica e Federal de Pernambuco. Coordenador da TV-Universitária.
  • Roberto Câmara Benjamin, jornalista, técnico em problemas de comunicação de massa, coordenador do Curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco.
  • Gerard Behague, crítico musical, professor da Universidade do Illinois (USA).