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Mostrando postagens com marcador Roberto Bonfim. Mostrar todas as postagens
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[DVD] Filme: Soledade, A Bagaceira - 1976

Título: Soledade, a Bagaceira
Gênero: Drama Literário
Lançamento: 1976
Duração: 83 minutos
País: Brasil
Direção: Paulo Thiago
Elenco: Rejane Medeiros, Ney Santanna, Nelson Xavier, Jofre Soares, Emmanuel Cavalcanti, Maurício do Valle, Roberto Bonfim, Carlos Kroeber



Adaptação da obra homônima de José Américo de Almeida




INFO:

"... A Muitas formas de dizer a verdade, talvez a mais persuasiva seja a que tem a aparencia de mentira..." José Américo de Almeida, A Bagaceira

Soledade, retirante fugindo da seca chega com o pai e o irmão de criação no engenho, no brejo, na Bagaceira, onde o filho estudante de direiro com espirito revolucionário, vive em pé de guerra com o pai, velho viuvo conservador. A Sorte de Soledade, ou azar, é que é muito parecida com a falecida, e assim despertou lembranças e amor tanto no Pai, viúvo como no filho órfão. O pai da moça, homem do sertão que briga com todas as forças para conservar a moral da filha, não fica contente com a situação, todos os homens do engenho admiram a beleza de sua filha, e tentam se engraçar com ela, bem como provocar a furia de seu pai. O filme é um retrato dos meios de produção do engenho, instalações, lida com os funcionários, brigas e revolução pelo qual passou todos os engenhos ao aderir à industrialização. A revolução de 30, os revolucionários e seus interesses, tudo isso é bem caracterizado na obra, tanto no livro como no filme.



Rejane Medeiros
Maurício do Valle, Nelson Xavier, Rejane Medeiros
Maurício do Valle

Maurício do Valle e Ney Santanna
Jofre Soares e Rejane Medeiros
Maurício do Valle


Carlos Kroeber
Nelson Xavier
Rejane Medeiros e Nelson Xavier
Jofre Soares e Nelson Xavier
Nelson Xavier e Jofre Soares
Maurício do Valle

[DVD] Filme: Pecado na Sacristia

Título: Pecado na Sacristia
Gênero: Drama / Comédia
Lançamento: 1975
País: Brasil
Duração: 84 min
Direção: Miguel H. Borges
Elenco: Roberto Bonfim, Ivan Cândido, Zezé d'Alice, Maurício do Valle, Tina Luisa, Francisco Milani, Ítala Nandi, Wanda Polatchek, Zula

INFO:
Quando Pecado na sacristia estreou (em 1975), o cinema brasileiro atravessava um de seus momentos favoráveis: o número de salas de exibição era quase o triplo do que é hoje, e ainda sobreviviam as da periferia, com seus ingressos mais baratos. As comédias eróticas dominavam o mercado, e os diretores Braz Chediak, Jean Garrett, Alberto Pieralisi, Ody Fraga e Sílvio de Abreu disputavam as maiores bilheterias com os veteranos Mazza ropi e J. B. Tanko (Os Trapalhões). Era um cinema vulgar, porém popular. Entre os campeões daquele ano, apenas Guerra conjugal, de Joaquim Pedro de Andrade, e O casal, de Daniel Filho, se dirigiam ao público mais sofisticado.

Miguel Borges surgiu no Cinema Novo em 1962, num dos episódios de Cinco vezes favela. Logo se afastou do movimento, preferindo abordar o submundo carioca em A canalha em crise, Perpétuo contra o esquadrão da morte, As escandalosas, O último malandro e O caso Cláudia. Alguns desses filmes foram sucesso de crítica ou de público. Borges não dirige desde 1980. Seu cinema pode ser voluntariamente cafajeste, mas sempre será antenado. Sim, porque MB é um autor, mesmo quando trabalha dentro do esquema comercial. E este filme, obra intelectual que corteja o popular, é uma excelente prova disso.

Pecado na sacristia é considerado pela maioria o seu melhor filme. Uma incursão às origens nordestinas, já que o cineasta nasceu no Piauí. Também uma volta às suas raízes cinematográficas, pois é o que ele fez de mais parecido com o Cinema Novo. Lá estão os planos-sequência, os planos gerais, a câmara na mão, a interpretação exacerbada, a ausência do plano/contraplano, as elipses e as alegorias.

A contribuição de Pecado na sacristia para o sobrenatural no cinema brasileiro é a inclusão de entidades do folclore nacional, como a mula-sem-cabeça e a mãe-d’água, distantes da Transilvânia e da palidez dos personagens góticos importados. Uma possibilidade artística muito promissora, mas que, hoje, tantos anos depois, ainda permanece quase inexplorada. Infelizmente.

João Carlos Rodrigues

Ivan Cândido e Maurício do Valle


Maurício do Valle e Ivan Cândido
Francisco Milani e Ivan Cândido
Ivan Cândido e Roberto Bonfim
Francisco Milani e Ivan Cândido
Roberto Bonfim e Francisco Milani

[DVD] Filme: O Caso Cláudia - 1979

Título: Caso Cláudia
Gênero: Policial
Lançamento: 1979
Duração: 115 min.
Direção: Miguel Borges
Roteiro: Valério Meinel e José Louzeiro, Miguel Borges e Álvaro Pacheco
Fotografia: Renato Neuman
Elenco: Nuno Leal Maia, Kátia D'Ângelo, Jonas Bloch, Luiz Armando Queiroz, Roberto Bonfim, Carlos Eduardo Dolabella, Lilian Staavik, Zilda Mayo, Cláudio Corrêa e Castro, Reinaldo Gonzaga, Rogério Fróes, Sônia Oiticica











INFO:
1979 - XII Festival de Cinema Brasileiro de Brasília:
Melhor montagem (Giuseppe Baldacconi)
Melhor trilha sonora (Remo Usai)
Melhor ator coadjuvante (Roberto Bonfim)